Da redação
Um grupo de 23 paranaenses, sendo 18 idosos, permanece retido em um navio de cruzeiro atracado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28). A permanência forçada ocorre após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que levou ao fechamento do espaço aéreo em diversos países do Oriente Médio.
Os turistas, moradores de Londrina e Assaí, no norte do Paraná, deveriam embarcar de volta ao Brasil no domingo (1º). No entanto, a suspensão de voos em países estratégicos da região — como Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e os próprios Emirados Árabes Unidos — impediu o retorno. O transatlântico, que transporta cerca de cinco mil passageiros, permanece atracado por determinação de segurança.
A guia de turismo Cristina Strik, responsável pelo grupo, relatou momentos de apreensão vividos durante um passeio pela cidade. Segundo ela, após o início dos bombardeios, os turistas foram orientados a retornar imediatamente ao navio.
Além da tensão provocada pelo conflito, a situação é considerada delicada por envolver majoritariamente idosos, muitos dos quais levaram medicamentos controlados apenas para o período inicialmente previsto da viagem. “As pessoas trouxeram poucos remédios. Então, eu estava muito preocupada com isso, porque é remédio para pressão, vários. Fiz uma reunião com eles e, para quem não tiver mais medicamentos, vamos pegar as receitas para tentar resolver com a farmácia do navio”, explicou a guia.
A empresa responsável pela excursão, a Strik Turismo, informou por meio de nota que todos os passageiros estão bem e mantêm contato com familiares por meio da internet gratuita disponibilizada a bordo.
Diante da escalada do conflito, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) orientou brasileiros que se encontram em áreas afetadas a permanecerem em locais seguros, evitarem aglomerações e não ficarem em áreas abertas ou na linha de visão do céu durante alertas de ataque. O órgão também recomenda que cidadãos mantenham contato com os plantões consulares das representações diplomáticas brasileiras na região.
Enquanto o espaço aéreo segue fechado e o cenário de guerra permanece incerto, os 23 paranaenses aguardam, a bordo do cruzeiro ancorado em Dubai, uma definição sobre quando poderão finalmente retornar ao Brasil.





