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Brasileira diz que americano matou a esposa para ficar com ela

A defesa da brasileira nega qualquer participação direta nos assassinatos e sustenta que Juliana não esteve envolvida na execução das mortes. O processo segue em andamento na Justiça dos Estados Unidos, sem definição de data para a sentença.

Da Redação01/19/26
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Brasileira diz que americano matou a esposa para ficar com ela

Começou nos Estados Unidos o julgamento da brasileira Juliana Peres Magalhães, de 24 anos, natural de Jacareí (São Paulo), acusada de envolvimento nas mortes de Christine Banfield e de Joseph Ryan. O caso, ocorrido em fevereiro de 2023 no norte do estado da Virgínia, teve ampla repercussão internacional.

Em depoimento ao tribunal, Juliana declarou que Brendan Banfield, então seu empregador e com quem mantinha um relacionamento amoroso, teria assassinado a própria esposa com a intenção de assumir publicamente o romance entre eles. A promotoria, por sua vez, afirma que a brasileira participou de forma consciente e deliberada tanto do planejamento quanto da execução dos crimes.

As mortes foram inicialmente registradas como resultado de uma suposta tentativa de invasão à residência da família Banfield. No entanto, após a análise da cena, investigadores identificaram contradições que levaram à mudança da classificação do caso para homicídio premeditado.

Juliana trabalhava como au pair da família desde o fim de 2021 e era responsável pelos cuidados com o filho do casal. Segundo os promotores, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com Brendan Banfield e teria colaborado na criação de um perfil falso em um aplicativo de relacionamentos, utilizado para atrair Joseph Ryan até o local do crime.

As apurações também indicaram possível adulteração da cena, além da coleta de evidências que sustentam a tese de conspiração entre os réus. Juliana Peres Magalhães e Brendan Banfield foram presos em outubro de 2023 e respondem a acusações de homicídio e conspiração.

A defesa da brasileira nega qualquer participação direta nos assassinatos e sustenta que Juliana não esteve envolvida na execução das mortes. O processo segue em andamento na Justiça dos Estados Unidos, sem definição de data para a sentença.

Brendan Banfield
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