As autoridades mineiras seguem à procura de Marlene Aparecida Dias, uma mulher acusada de envolvimento em um crime de traição e emboscada que resultou na morte de seu marido, Geraldo de Oliveira Dias, ocorrido em 1º de setembro de 2023, na zona rural de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce. A vítima era conhecida como Manga.
Segundo a investigação policial, Marlene, que morava no distrito de Taruaçu, em Tarumirim, mantinha um relacionamento extraconjugal com Walliston. Juntos, eles teriam planejado a execução de Geraldo, contratando o pistoleiro Willian de Souza por R$ 5 mil para realizar o crime.
O caso foi julgado pela Justiça mineira, que condenou Willian a 28 anos de reclusão e Walliston a 21 anos, ambos em regime fechado. Marlene, porém, segue foragida desde o ano do crime.
De acordo com informações recentes, há indícios de que ela possa ter fugido para os Estados Unidos, onde estaria recebendo abrigo de conhecidos. Por esse motivo, as autoridades brasileiras e membros da comunidade brasileira no exterior estão sendo alertados.
Alguns leitores do Brazilian Times chegaram a comentar nas redes sociais de que ela teria sido vista em Newark (New Jersey), mas nada comprovado até agora. Outra leitora afirmou que trabalho junto com ela em um serviço de limpeza de casas, também no estado de New Jersey.
Agora, a família decidiu oferecer uma recompensa de US$ 1.000 a quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro da fugitiva. As denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa por meio do Disque Denúncia 181 ou enviadas via WhatsApp pelo número 267-244-6397.
As autoridades reforçam o pedido para que qualquer pessoa que reconheça Marlene não tente abordá-la, mas entre imediatamente em contato com a polícia local.
JULGAMENTO
Walliston de Assis Caetano e William de Souza foram condenados após um julgamento que durou mais de 12 horas e foi realizado no Fórum de Tarumirim no dia 23 de setembro. Durante a audiência, o Conselho de Sentença acatou integralmente as teses do Ministério Público, reconhecendo a autoria, a materialidade e todas as qualificadoras do crime. As penas foram definidas da seguinte forma:
Walliston de Assis Caetano: 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
William de Souza: 21 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Marlene Aparecida Dias, acusada de ser a mandante do homicídio, não foi julgada nesta sessão e segue foragida. O MPMG ajuizou uma Ação Civil Pública solicitando a exclusão da ré do direito à herança do marido, com base na legislação que impede herdeiros de se beneficiarem quando atentam contra a vida do autor da herança.
Segundo investigações da Polícia Civil e do MPMG, Marlene teria planejado o assassinato com Walliston e contratado William como executor. Testemunhas e vídeos apresentados durante o julgamento demonstraram conversas entre ela e o amante, reforçando a acusação.
Os investigadores continuam as buscas pela suspeita e pedem que a comunidade ajude com qualquer informação.





