Da redação
Um homem de 23 anos foi preso em Victorville, na Califórnia, após deixar um urso de pelúcia estilizado como se fosse feito de pele humana falsa em frente a um posto de gasolina AMPM. Hector Corona Villanueva é acusado de plantar evidência falsa e provocar uma emergência pública com o ato considerado um “trote macabro” pelas autoridades.
O estranho objeto foi descoberto no domingo (13), por volta do meio-dia, por um transeunte que acionou a polícia ao ver o brinquedo em frente ao posto, localizado na Bear Valley Road. A aparência grotesca do urso provocou medo na comunidade, levantando até mesmo suspeitas de um possível assassino em série.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra agentes da polícia e um legista com luvas examinando o item, que foi colocado em uma sacola de evidências e levado para análise. O posto foi temporariamente fechado durante a investigação.
Na segunda-feira (14), o Departamento do Xerife do Condado de San Bernardino confirmou que o objeto não continha partes humanas reais e tratava-se de uma peça artificial. Apesar disso, Villanueva foi identificado como o responsável e preso. Até o momento, não foi informado se ele conta com representação legal.
Em comunicado, o xerife local criticou a ação, destacando que “incidentes como esse consomem recursos emergenciais importantes e colocam o público em risco ao possivelmente atrasar o atendimento de chamadas legítimas”.
Artista assume autoria da peça
O artista responsável por criar o urso, Robert Kelly, residente na Carolina do Sul, afirmou à revista People que a peça havia sido vendida recentemente para um comprador em Victorville. Kelly produz objetos de terror para decoração de Halloween e filmes de horror, utilizando materiais que simulam pele, carne e órgãos humanos.
“Nosso trabalho é facilmente reconhecível, e começaram a me mandar as matérias. Quando vi, reconheci que era o mesmo urso que enviei na semana passada”, relatou Kelly. Em seu perfil no Facebook, o artista afirmou que não tinha conhecimento do que o comprador pretendia fazer com o objeto. “Não, eu não sabia das intenções do comprador nem participei de nenhuma brincadeira do outro lado do país”, escreveu.
Kelly vende suas criações por meio de uma loja na plataforma Etsy, e muitas de suas peças possuem estética semelhante, simulando partes do corpo humano em esculturas macabras.
A polícia de San Bernardino segue investigando o caso e ainda não divulgou o motivo de Villanueva ter deixado o objeto no local público. O episódio reacendeu o debate sobre os limites da arte, liberdade de expressão e responsabilidade pública.





