A administração de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (30) uma nova limitação na política de acolhimento de refugiados, restringindo a entrada anual nos Estados Unidos a apenas 7.500 pessoas — a maioria composta por brancos sul-africanos, especialmente agricultores. A decisão, publicada no Registro Federal, representa uma redução significativa em comparação ao teto de 125 mil refugiados estabelecido pelo governo Joe Biden no ano anterior.
O comunicado oficial não detalha as razões específicas para a medida, mencionando apenas que o número foi definido por “motivos humanitários ou de interesse nacional”. A decisão reforça a linha dura de Trump em relação à imigração e é vista como mais um revés ao histórico programa de reassentamento de refugiados, que por décadas contou com apoio de ambos os partidos.
Logo no início do novo mandato, o governo já havia interrompido temporariamente o programa, permitindo a entrada apenas de um pequeno contingente — majoritariamente de sul-africanos brancos. Em fevereiro, a Casa Branca alegou que esses agricultores sofrem “violência e discriminação” na África do Sul, uma acusação que o governo sul-africano nega veementemente.
Organizações humanitárias alertam que a nova limitação pode resultar em demissões em larga escala entre agências de reassentamento, uma vez que o número de refugiados recebidos deve cair drasticamente.





