Novos dados revelam que as operações de grande visibilidade realizadas pelo Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) em cidades importantes — parte da ofensiva do presidente Donald Trump contra a imigração — têm resultado em milhares de detenções, mas com baixa eficácia na captura de imigrantes com histórico criminal.
Uma análise do The New York Times mostra que menos de 30% dos detidos nessas ações tinham qualquer tipo de condenação, e apenas uma fração mínima havia cometido crimes violentos. Entre as infrações mais comuns estão condução sob influência de álcool (DUI) e outras violações de trânsito.
Os números obtidos nas principais operações reforçam o contraste entre o discurso oficial e o impacto real das ações:
- Los Angeles: apenas 6% dos detidos tinham condenações por crimes violentos, enquanto 57% não possuíam qualquer acusação criminal.
- Illinois: 3% tinham condenação violenta; 66% não tinham registros criminais.
- Washington, D.C.: apenas 2% haviam cometido crimes violentos, e impressionantes 84% não tinham qualquer histórico criminal.
- Massachusetts: 2% tinham condenação por crime violento; 63% não tinham acusações anteriores.
Apesar da amplitude das operações, líderes comunitários e autoridades locais afirmam que elas não tornaram as cidades mais seguras, mas, ao contrário, desestabilizaram famílias, ampliaram o clima de medo e provocaram protestos em diversos bairros.
O aumento das detenções de imigrantes sem antecedentes também levanta questionamentos sobre prioridades operacionais e sobre o impacto social de uma política marcada por ações de grande repercussão, mas resultados limitados no combate ao crime.





