DA REDAÇÃO
Uma jovem mãe de 22 anos foi detida por agentes do Departamento de Imigração (ICE) apenas 15 dias após passar por uma cesariana, deixando sua bebê recém-nascida sozinha na UTI neonatal. Nayra Guzmán estava a caminho do hospital, em Chicago (Illinois), para visitar a filha quando foi abordada por agentes que também detiveram sua mãe e seu irmão mais novo.
Segundo relatos de familiares e defensores, Guzmán ficou cerca de 34 horas sob custódia sem receber cuidados médicos adequados, mesmo estando em recuperação cirúrgica e convivendo com diabetes tipo 1. Ela não teve acesso a bomba de tirar leite, passou longos períodos sem água e foi alimentada apenas duas vezes durante todo o período de detenção.
Para organizações de defesa dos imigrantes, o caso rompe normas históricas que evitavam a detenção de mulheres no pós-parto imediato, justamente devido ao risco médico elevado. O episódio ocorre em meio a uma onda agressiva de operações migratórias na região de Chicago, que tem registrado detenções de pessoas sem qualquer histórico criminal.
Ativistas alertam que o caso de Guzmán expõe um padrão crescente de detenções envolvendo indivíduos com vulnerabilidade médica, mesmo diante de ameaças claras à saúde. Uma recém-nascida permaneceu na UTI neonatal sem a presença da mãe. Uma mulher em recuperação pós-cirúrgica foi privada de cuidados básicos.
Para comunidades locais, este é o resultado direto do aumento das ações de fiscalização sem salvaguardas humanitárias. “As famílias estão pagando o preço”, resumiu uma defensora, que acompanha casos semelhantes na cidade.





