Autoridades comunitárias e fontes ligadas à imigração alertam que a área metropolitana de Phoenix (Arizona) pode se tornar o próximo grande foco de operações de imigração pelo governo federal dos Estados Unidos, intensificando prisões, detenções e deportações nas próximas semanas. A previsão segue um padrão de ações anteriores em grandes cidades como Los Angeles e Chicago e foi reportada pelo The Bulwark nesta semana.
Reportagem baseada em entrevistas com três ex-funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirma que o Departamento de Imigração (ICE), agência responsável pela fiscalização migratória nos EUA, planeja ampliar sua presença em Maricopa County — onde está Phoenix — nos próximos meses, embora não haja anúncio oficial por parte do DHS ou do próprio ICE.
Fontes ouvidas pelo Bulwark indicam que o governo estaria aproveitando o financiamento extra garantido pelo recente pacote de despesas aprovado no Congresso — conhecido como “Big Beautiful Bill” — para expandir o alcance das operações e a capacidade de detenção de imigrantes no país.
Organizações comunitárias já se articulam para monitorar movimentos de agentes federais, oferecendo orientação legal e redes de apoio às famílias que possam ser afetadas. Grupos de direitos dos imigrantes argumentam que a intensificação das ações federais gera medo, divisão familiar e erosão da confiança em autoridades locais, e denunciam que tais operações não contribuem diretamente para a segurança pública.
Líderes políticos em Arizona têm respostas diversas. Alguns, como o presidente da Assembleia Democrática, Oscar De Los Santos, classificaram as notícias como “extremamente preocupantes”, enquanto outros representantes republicanos disseram apoiar a aplicação da lei como forma de manter a segurança nas fronteiras e nas comunidades.
A expectativa entre grupos de defesa dos direitos humanos e ativistas é que a intensificação das ações de imigração em Phoenix reflita a estratégia mais ampla da administração Trump de aumentar deportações em todo o país, mesma abordagem que já provocou protestos e mobilizações em outras cidades nos últimos meses.
Especialistas ressaltam que até o momento não há cronograma oficial nem confirmação por parte das agências federais, e que as informações circulam principalmente por meio de relatos de insiders e antecipações da imprensa. Ainda assim, a preparação de autoridades locais e organizações indica que a comunidade está se preparando para um possível aumento de operações nos próximos dias e semanas.





