Uma policial do estado do Arizona foi formalmente acusada de agredir uma mulher grávida de nove meses que estava algemada dentro de um centro de detenção. O caso veio à tona após a divulgação de imagens de vigilância e resultou na saída da agente da corporação.
As gravações mostram a então policial Carri Carrico empurrando a jovem, de 21 anos, contra uma parede e puxando-a até um banco em uma unidade de custódia na cidade de Buckeye, próxima a Phoenix, em novembro de 2025. Em determinado momento, a agente também aparece atingindo a vítima na região da cabeça.
Segundo documentos apresentados à Justiça, a mulher foi encaminhada ao hospital com uma contusão e uma concussão. Ela relatou que foi agredida após ser presa por dirigir de forma imprudente.
Além das agressões físicas, a câmera corporal da policial registrou diversos insultos dirigidos à detida, incluindo ofensas e palavrões.
Dois meses depois, Carrico voltou a ser alvo de acusações em outro episódio. Imagens mostram a policial desferindo um soco contra um homem que estava sob custódia enquanto era conduzido por outros agentes. O suspeito era investigado por violência doméstica e agressão agravada e, de acordo com as gravações, havia dado uma cabeçada na policial momentos antes.
Mesmo assim, o homem afirmou que recebeu o golpe quando já estava imobilizado.
“Ela rasgou minha camisa. Depois me acertou no rosto quando eu já estava contido”, afirmou o detido nas imagens.
Após a agressão, a policial ainda fez ameaças ao homem, dizendo que o lançaria com força contra a parede caso ele continuasse resistindo.
Em 27 de maio, um grande júri apresentou duas acusações de agressão agravada contra Carrico, uma para cada caso. A ex-policial se declarou inocente.
Após o indiciamento, ela foi colocada em licença não remunerada e, no dia 4 de junho, pediu demissão do Departamento de Polícia de Buckeye. Antes disso, havia atuado por vários anos na corporação e também acumulava quase dez anos de experiência no Gabinete do Xerife do Condado de Riverside, na Califórnia.
Durante a investigação interna, Carrico reconheceu que as imagens envolvendo a gestante “não são boas”, mas afirmou que apenas reagiu conforme o treinamento recebido.
Um sargento responsável pela análise do caso concluiu que a atuação da policial foi “muito agressiva” e considerou sua conduta “exagerada e desnecessária”.
No ano passado, Carrico recebeu um prêmio da organização Mothers Against Drunk Driving (MADD) por sua atuação profissional e chegou a participar de um episódio do programa de televisão COPS em 2022.
O julgamento da ex-policial está previsto para acontecer em novembro.





