O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (8) que a Europa está “seguindo por um caminho muito perigoso”, em referência às políticas migratórias do continente. A fala ocorre poucos dias após Washington divulgar sua nova estratégia de segurança nacional, que faz críticas contundentes ao Velho Continente por causa da migração em larga escala.
Trump também comentou a multa de 140 milhões de dólares (cerca de R$ 760 milhões) aplicada pela União Europeia à plataforma X, de Elon Musk, classificando-a como “desagradável”, embora tenha admitido não conhecer todos os detalhes do caso.
“A Europa precisa ter muito cuidado. Eles estão tomando decisões questionáveis. Queremos que a Europa continue sendo Europa”, disse Trump a repórteres na Casa Branca. “Isso é muito ruim para as pessoas. Não queremos ver a Europa mudar dessa forma. Eles estão seguindo um caminho muito ruim”, reforçou o republicano.
As declarações surgem na esteira da nova estratégia de segurança dos EUA, divulgada na semana passada, que acusa a Europa de excesso de regulamentações e alerta para uma suposta “aniquilação civilizacional” provocada pela migração.
O documento utiliza um tom incomum ao se referir a nações aliadas, afirmando que o governo Trump estaria “incentivando resistência ao atual rumo europeu dentro dos próprios países do continente”.
Além das críticas migratórias, aumentam também as divergências entre Washington e líderes europeus sobre os esforços para encerrar a guerra na Ucrânia. Há receios na Europa de que os Estados Unidos pressionem Kiev a ceder território para a Rússia.
O Kremlin, por sua vez, elogiou as mudanças na estratégia americana. No sábado, um representante russo afirmou que o novo posicionamento de Washington é “em grande parte compatível” com a visão de Moscou.
A postura de Trump em relação à Europa ecoa as opiniões de Elon Musk, antigo aliado do presidente, que tem intensificado declarações polêmicas sobre a migração no bloco europeu. Após a multa aplicada ao X por descumprir regras digitais da UE, Musk chegou a defender que o bloco fosse “abolido” — comentário que Bruxelas classificou como “completamente absurdo”.





