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Imigrante é condenado após usar identidade de cidadão americano por mais de 20 anos nos EUA

Um colombiano de 55 anos foi condenado a três anos de prisão federal após autoridades descobrirem que ele utilizou durante mais de duas décadas a identidade de um cidadão americano para obter documentos oficiais,…

Publicado em 09/07/26
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Imigrante é condenado após usar identidade de cidadão americano por mais de 20 anos nos EUA

Um colombiano de 55 anos foi condenado a três anos de prisão federal após autoridades descobrirem que ele utilizou durante mais de duas décadas a identidade de um cidadão americano para obter documentos oficiais, passaporte dos Estados Unidos e até se registrar e votar em eleições na Flórida.

Carlos Felipe Jaramillo Grajales, residente em Jacksonville, foi sentenciado em 12 de agosto pelo juiz federal Harvey E. Schlesinger. Além da pena de prisão, o tribunal determinou sua remoção para a Colômbia após o cumprimento da sentença.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), Grajales utilizou fraudulentamente o nome, a data de nascimento e o número de Social Security pertencentes a um cidadão americano.

O esquema remonta pelo menos a 2003, quando ele obteve uma carteira de motorista da Flórida utilizando a identidade da vítima. O documento foi renovado diversas vezes ao longo dos anos, sendo a última renovação realizada em fevereiro de 2024.

No mesmo ano em que conseguiu a primeira carteira, Grajales deu outro passo: solicitou um passaporte dos Estados Unidos apresentando-se como cidadão americano.

Para sustentar a falsa identidade, apresentou uma certidão de nascimento de Porto Rico em nome da vítima e a carteira de motorista obtida anteriormente. O passaporte americano foi emitido em maio de 2003 e posteriormente renovado em 2013 e novamente em 2023.

A investigação também revelou que Grajales utilizou a identidade para participar do sistema eleitoral americano.

De acordo com documentos judiciais, em dezembro de 2010 ele se registrou para votar na Flórida e declarou ser cidadão dos Estados Unidos nascido em Porto Rico.

O registro foi aprovado.

Segundo o Departamento de Justiça, Grajales posteriormente votou em diferentes eleições. Entre elas está a eleição geral realizada em 3 de novembro de 2020, no Condado de Duval, onde fica Jacksonville.

A legislação federal proíbe estrangeiros que não sejam cidadãos americanos de votar em eleições federais.

Casamento também entrou na investigação

O caso ganhou uma dimensão ainda mais incomum quando investigadores analisaram o histórico migratório da mulher que se tornaria esposa de Grajales.

Segundo o governo federal, ela entrou nos Estados Unidos em 2003 com visto de visitante. Naquele período, Grajales se apresentava utilizando a identidade do cidadão americano.

A mulher posteriormente solicitou residência permanente com base no casamento com quem acreditava legalmente ser um cidadão dos Estados Unidos. Anos depois, ela própria se naturalizou americana, em agosto de 2017.

O casal se divorciou em janeiro de 2020.

A história, porém, não terminou com a separação.

Voltou com identidade verdadeira e casou novamente

Em maio de 2024, Grajales viajou para a Colômbia ainda utilizando a identidade americana que havia assumido.

No mês seguinte, sua ex-esposa foi à Colômbia e apresentou uma solicitação para que ele pudesse retornar aos Estados Unidos por meio de um visto K-1, destinado a noivos de cidadãos americanos.

Desta vez, entretanto, o colombiano utilizou sua verdadeira identidade.

O visto foi aprovado e Grajales retornou aos Estados Unidos. Em junho de 2025, os dois se casaram novamente, agora com ele utilizando seu verdadeiro nome.

Posteriormente, Grajales apresentou um pedido de residência permanente, o Green Card, com base nesse segundo casamento.

As autoridades federais, entretanto, descobriram o histórico de utilização da identidade do cidadão americano.

Investigação federal

Em maio de 2026, Grajales se declarou culpado de crimes relacionados ao esquema, incluindo declarações falsas em pedido de passaporte americano, roubo de identidade agravado, uso indevido de número de Social Security e falsa alegação de cidadania americana para votar.

A investigação foi conduzida pelo Homeland Security Investigations (HSI), em parceria com o Diplomatic Security Service, do Departamento de Estado, e o Office of the Inspector General da Social Security Administration.

O caso foi processado pelo Ministério Público Federal do Distrito Central da Flórida.

Após mais de duas décadas utilizando documentos vinculados à identidade de outra pessoa, Grajales agora deverá cumprir três anos em uma prisão federal. A ordem emitida pelo tribunal determina que, depois da pena, ele seja removido dos Estados Unidos e enviado para a Colômbia.

O caso chama atenção não apenas pela duração do esquema, mas pela quantidade de atos oficiais realizados com a identidade roubada: da obtenção de carteira de motorista e passaporte americano ao registro eleitoral e participação em eleições.

A descoberta ocorreu justamente quando Grajales tentava estabelecer uma nova situação migratória nos Estados Unidos, desta vez utilizando seu verdadeiro nome e buscando o Green Card por meio do segundo casamento com a mesma mulher.

Fonte: Da redação

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