Uma imigrante de 32 anos foi libertada após uma decisão da Justiça federal que determinou sua soltura da custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A mulher havia sido presa no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, quando se preparava para embarcar de volta a Miami, na Flórida, depois de viajar para assistir a um show do cantor Noah Kahan no Fenway Park.
Segundo o advogado Todd Pomerleau, a imigrante, identificada como Maria Rosales, vive nos Estados Unidos desde os 4 anos de idade e é beneficiária do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), criado durante o governo do ex-presidente Barack Obama para conceder proteção temporária contra deportação a pessoas levadas ao país ainda na infância.
De acordo com o ICE, Rosales entrou nos Estados Unidos em 1998 com visto de visitante e permaneceu além do período autorizado. A agência também informou que uma ordem de deportação foi emitida por um juiz de imigração em junho de 2017. O advogado, no entanto, afirma que foi justamente naquele ano que sua cliente passou a ser protegida pelo DACA.
Na segunda-feira, o juiz federal Myong J. Joun determinou que Rosales fosse libertada até as 19h e autorizou seu retorno para Miami. A defesa confirmou que a ordem foi cumprida e que ela já deixou a custódia do ICE.
Segundo Pomerleau, a cliente ficou profundamente abalada com a prisão. Ele afirmou que ela desconhecia a existência da ordem de deportação e que o governo alega que ela deixou de comparecer a uma audiência judicial quando ainda era mais jovem.
Outro viajante também foi detido
O advogado revelou que outro cliente seu também foi preso no Aeroporto Logan durante a mesma operação. Trata-se de David Ardila, de 33 anos, natural da Venezuela.
Segundo a defesa, Ardila mora nos Estados Unidos, possui um pedido de asilo em andamento e havia viajado de Seattle para Boston para acompanhar uma partida da Copa do Mundo.
Em nota, o ICE informou que ele entrou legalmente no país em 2017, mas permaneceu nos Estados Unidos por mais de oito anos em desacordo com as condições do visto. A agência não fez referência ao processo de asilo citado pelo advogado.
Ainda de acordo com Pomerleau, tanto Rosales quanto Ardila não possuem antecedentes criminais e estavam em viagens de lazer quando foram abordados pelos agentes federais durante uma operação direcionada realizada no Aeroporto Internacional Logan.





