Apesar da crescente pressão após uma série de mortes envolvendo ações da Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), o presidente Donald Trump voltou a defender a continuidade das abordagens de trânsito realizadas pela agência. Nesta quarta-feira (15), ele afirmou em suas redes sociais que interromper esse tipo de operação daria vantagem a criminosos e dificultaria o trabalho das autoridades migratórias.
A declaração veio menos de um dia após o governo orientar o ICE a reduzir esse tipo de abordagem. A mudança de postura ocorreu depois que dois imigrantes morreram baleados por agentes federais em episódios distintos: um colombiano de 25 anos, no Maine, na segunda-feira (13), e um mexicano em Houston, no Texas, poucos dias antes. A orientação interna, no entanto, não proíbe totalmente as abordagens, que continuam autorizadas em casos de cumprimento de mandados judiciais e operações conjuntas com outras forças de segurança.
A pressão sobre o governo aumentou ainda mais após um terceiro caso registrado na Flórida. Na terça-feira (14), quatro homens abandonaram um veículo e tentaram fugir ao avistarem agentes federais nas proximidades de St. Augustine. Durante a fuga, um mexicano de 28 anos foi atropelado por uma carreta ao tentar atravessar uma rodovia e morreu no local.
Com esse novo episódio, já são pelo menos dez mortes registradas desde o início da política de deportações em massa intensificada pelo governo Trump. As ocorrências têm provocado críticas de parlamentares e autoridades estrangeiras. A senadora republicana Susan Collins pediu o fim das abordagens de trânsito em situações sem urgência, enquanto o governo do México informou que pretende recorrer à Justiça dos Estados Unidos para responsabilizar os envolvidos nas mortes de cidadãos mexicanos durante operações do ICE.





