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Meio século de força feminina nas ruas de Boston.
Moxley On the Move
Coluna Especial·

Meio século de força feminina nas ruas de Boston.

Em um dia perfeito, mais uma vez a mulher mostrou a sua força nas ruas de Boston. Foi um dia histórico, do qual todos devemos ter muito orgulho. São 50 anos de história da Boston 10K for Women, que na sua 50ª edição reuniu 7.000 corredoras no Boston Common.

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James Moxley

Colunista · Brazilian Times

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Moxley On the Move

Em um dia perfeito, mais uma vez a mulher mostrou a sua força nas ruas de Boston. Foi um dia histórico, do qual todos devemos ter muito orgulho. São 50 anos de história da Boston 10K for Women, que na sua 50ª edição reuniu 7.000 corredoras no Boston Common.

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Antes da largada havia um clima de comemoração, com várias pessoas circulando pelas dezenas de estandes coloridos dos patrocinadores, que distribuíam brindes. O apoio das marcas mostrou o tamanho que a corrida ganhou em meio século.

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Antes da largada, a organização já mostrava por que a prova chega aos 50 anos com tanto prestígio. Pegar a credencial, que em alguns eventos já me custou paciência, levou poucos segundos.

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Antes da largada, um aquecimento coletivo no palco montado no Boston Common colocou centenas de corredoras para se mexer ao som de música animada. Entre alongamentos, sorrisos e gritos de incentivo, o grupo foi entrando no ritmo da prova.

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A cada movimento o clima ficava ainda mais festivo, como se a celebração dos 50 anos já tivesse começado ali, minutos antes do tiro de largada. Quem quiser sentir um pouco dessa energia pode assistir ao vídeo do aquecimento no meu Instagram.

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Mas antes de contar mais sobre o que aconteceu no dia da prova, vamos voltar a quando tudo começou. Em 1977, a corrida nasceu com o nome de Bonne Bell Mini Marathon, parte de uma série de 12 provas femininas espalhadas pelos Estados Unidos.

Naquela época quase não havia clubes de corrida para mulheres, e ainda circulavam mitos absurdos de que correr faria mal ao corpo feminino. Para convencer as participantes, a diretora da prova, Dusty Rhodes, rodava de carro por pontos populares de corrida em Boston, como Fresh Pond, Jamaica Pond e a Esplanade, e saltava para entregar fichas de inscrição às mulheres que encontrava pelo caminho.

A expectativa era reunir cerca de 200 corredoras, mas 2.231 mulheres apareceram para correr e caminhar no percurso, que largava e chegava no Hyatt Regency, em Cambridge.

Depois, a prova mudou de nome algumas vezes. Foi Tufts Health Plan 10K for Women até se tornar a Boston 10K for Women, o evento esportivo feminino mais antigo da Nova Inglaterra. Meio século depois, ela segue fiel à sua origem, e algumas daquelas pioneiras continuam presentes: seis delas tentaram completar neste ano a sua 50ª participação consecutiva.

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A largada do pelotão de elite é algo que eu nunca canso de ver, e esta corrida não foi diferente. Antes do tiro de largada, houve a tradicional e emocionante execução do hino americano. Como fotógrafo, é sempre emocionante registrar um grupo de atletas vindo em minha direção em alta velocidade.

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Logo depois do pelotão de elite, vieram as outras 6.975 corredoras. Havia mulheres de todos os perfis, das mais competitivas às que estavam ali apenas para celebrar, e muitas usavam fantasias variadas e bem criativas, que deram ainda mais alegria à corrida.

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Com tantas atletas tomando a rua ao mesmo tempo, nós, fotógrafos, precisávamos ficar atentos e nos proteger para não sermos atropelados. Aquelas mulheres estavam ferozes, determinadas, e nada parecia capaz de pará-las.

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Com 31min12s, a americana Rachael Rudel, de 32 anos, natural do Colorado e moradora de Fort Collins, dominou a prova e cruzou a linha de chegada num ritmo impressionante de cerca de 5 minutos por milha, levando para casa o prêmio de US$ 10.000.

Maggie Donahue, de 25 anos, ficou em segundo lugar com 32min03s, e Amy Davis-Green, de 29, completou o pódio com 32min11s. A favorita Elly Henes, que estreava na prova, terminou em quarto, com 32min19s. Entre as masters (40 anos ou mais), a vencedora foi Alexis Wilbert, de 41 anos, com 35min37s.

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Na categoria cadeira de rodas, a vitória ficou com a jovem Madelyn Wilson, de apenas 17 anos, de Spencer, Massachusetts, que completou o percurso em 33min35s. A conquista tem um sabor especial: em 2015, com apenas 6 anos, ela já havia completado esta mesma prova numa cadeira de rodas cor-de-rosa.

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Nascida com espinha bífida, Madelyn se apaixonou pelo esporte aos 4 anos, quando assistiu à divisão de cadeirantes da Maratona de Boston, e ganhou sua primeira cadeira de corrida de presente no aniversário de 5 anos. Treinada pelo pai, Carl Wilson, ela já soma títulos estaduais e tem como ídola a campeã paralímpica Tatyana McFadden. Seu grande sonho é vencer a Maratona de Boston, e, a julgar pelo sábado, ela está no caminho certo.

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Fabiana Lima

A presença brasileira agora já virou tradição, e as nossas corredoras já se sentem em casa nas ruas de Boston. As mulheres brasileiras vêm cada vez mais se destacando nestas corridas, e não são mais apenas participantes. Agora são destaque.

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Nayra Toledo

É o caso de Fabiana Lima, com o tempo de 56:05, Nayra Toledo, com o tempo de 1:03:45, Erika Oliveira, com o tempo de 1:13:23, e Sara Souza de Almeida, com o tempo de 1:17:49. Ver essas brasileiras cruzando a linha de chegada numa prova tão histórica me encheu de orgulho.

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Erika Oliveira

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Sara Souza de Almeida

Outras brasileiras estão se destacando pelo número de participações em corridas de rua. Em toda corrida elas estão sempre presentes, dando suporte umas às outras, sem contar a animação que levam para onde vão. Entre elas estão Leila Zucher, Fátima Langa (Fafa) e Claudia Moxley, que sempre trazem mais uma nova atleta para praticar esta modalidade, que agora está muito popular.

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Eu tive um prazer muito grande de cobrir esta corrida. Eu já estava com tudo pronto para ir cobrir a Maratona de Chicago quando descobri que a Boston 10K for Women completava 50 anos de existência.

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Não pensei duas vezes e cancelei Chicago, porque queria participar deste marco da história. Chicago vai continuar lá no ano que vem, mas os 50 anos dessa corrida só acontecem uma vez. Então fiquei, e foi uma excelente decisão.

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Viajar e fotografar é uma forma maravilhosa de eternizar momentos, descobrir novos olhares e reviver, para sempre, as emoções de cada destino visitado.

Eu sempre acredito que é importante contar com um agente de viagens de confiança. Eu tenho o meu e espero que você também tenha o seu.

Todas as viagens que compartilho aqui foram realizadas com os meus próprios recursos. Nenhuma delas foi patrocinada ou presenteada por ninguém. O que você lê é a minha experiência real, paga do meu bolso e vivida do meu jeito, como qualquer viajante comum.

Visite meu Instagram @moxleyonthemove

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