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Apostas sobre falas de Trump rendem punição a ex-funcionário da Casa Branca

Apostas sobre falas de Trump rendem punição a ex-funcionário da Casa Branca O acesso antecipado ao conteúdo de pronunciamentos presidenciais terminou em uma punição financeira para um ex-integrante da equipe da Casa…

Publicado em 08/30/26
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Apostas sobre falas de Trump rendem punição a ex-funcionário da Casa Branca

Apostas sobre falas de Trump rendem punição a ex-funcionário da Casa Branca

O acesso antecipado ao conteúdo de pronunciamentos presidenciais terminou em uma punição financeira para um ex-integrante da equipe da Casa Branca. Gabriel Perez, que atuava na operação de teleprompter do presidente Donald Trump, terá de desembolsar mais de US$ 172 mil após um acordo com autoridades federais dos Estados Unidos.

O caso envolve negociações realizadas na Kalshi, plataforma na qual participantes podem assumir posições financeiras relacionadas ao resultado de acontecimentos futuros. A investigação concluiu que Perez tinha uma vantagem que os demais participantes não possuíam: por causa de seu trabalho, ele conhecia previamente informações relacionadas às falas do presidente.

Para a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC), esse conhecimento interno não poderia ter sido utilizado para obter benefício financeiro no mercado.

A punição foi dividida em duas partes. Cerca de US$ 107,5 mil correspondem ao dinheiro que Perez deverá devolver pelos ganhos obtidos nas operações. Outros US$ 65 mil serão pagos como penalidade civil.

Apesar do valor elevado, o órgão regulador informou que houve redução na penalidade em razão da colaboração do ex-funcionário durante a apuração do caso.

Perez também ficará afastado por três anos de operações nos mercados sujeitos às regras da CFTC. O acordo estabelece ainda que ele deverá cumprir as normas federais destinadas a impedir práticas consideradas abusivas ou manipulativas nesse tipo de negociação.

Antes de deixar a administração, Perez recebia aproximadamente US$ 175 mil por ano pelo trabalho realizado na Casa Branca. Seu desligamento ocorreu em julho.

O episódio ganhou repercussão por envolver uma função que permitia contato direto com materiais preparados para aparições presidenciais e o posterior uso desse conhecimento em uma plataforma financeira. A decisão das autoridades reforça que informações obtidas antes de sua divulgação pública não podem ser transformadas em vantagem pessoal nos mercados regulamentados dos Estados Unidos.

Fonte: Da redação

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