Uma mobilização de grande escala envolvendo órgãos de segurança e equipes de proteção à infância terminou com 163 crianças e adolescentes localizados. A ação aconteceu durante cinco dias na Flórida e reuniu profissionais de diferentes áreas para investigar casos de menores que estavam desaparecidos ou precisavam ser retirados de situações consideradas de risco.
Batizada de “Operation Statewide Shield”, a iniciativa foi coordenada pelo Departamento de Polícia da Flórida (FDLE). Os resultados foram apresentados em 25 de agosto pelo gabinete do procurador-geral do estado, James Uthmeier.
Os menores encontrados tinham entre 2 meses e 17 anos. As autoridades explicaram que as ocorrências possuem históricos bastante diferentes e estão sendo analisadas separadamente.
Há registros relacionados a jovens que saíram de casa sem autorização, conflitos envolvendo guarda familiar e investigações sobre possíveis situações de negligência e exploração. Alguns dos casos também são apurados dentro de investigações relacionadas ao tráfico de pessoas.
Por essa razão, as autoridades não tratam os 163 registros como integrantes de uma única organização ou esquema criminoso.
Tampa Bay e Miami lideraram número de localizações
A região de Tampa Bay registrou 46 menores encontrados durante a mobilização. Miami teve 41 casos e Jacksonville, 32.
Outras 21 localizações ocorreram na região de Orlando. Fort Myers contabilizou 12, Pensacola teve oito e Tallahassee, três.
Somados, os números divulgados pelas autoridades chegam aos 163 casos anunciados na operação.
Três pessoas haviam sido presas até a apresentação do balanço. As investigações permanecem abertas e poderão resultar em novos desdobramentos.
Trabalho chegou a outros estados e países
A atuação das equipes não ficou restrita ao território da Flórida. Informações obtidas durante as investigações levaram autoridades a outros pontos dos Estados Unidos, incluindo Califórnia, Alabama, Ohio, Nova York, Carolina do Norte, Tennessee e Porto Rico.
Também foram relatados desdobramentos fora do território americano. Brasil, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Finlândia, Gana, Guatemala, Itália, Jamaica, México, Espanha e Taiwan aparecem entre os países mencionados no balanço.
A divulgação, no entanto, não apresenta uma divisão do total por país. Dessa forma, ainda não é possível determinar quantos dos casos tiveram alguma ligação direta com o Brasil.
Próxima etapa será entender cada caso
Com os menores localizados, parte do trabalho agora está concentrada na análise das circunstâncias individuais e na definição do atendimento necessário para cada criança ou adolescente.
Equipes especializadas participaram da operação justamente para que a localização não fosse o último passo do processo. Dependendo de cada situação, os menores podem precisar de acompanhamento de órgãos de proteção e serviços de assistência.
As autoridades também evitam divulgar informações capazes de identificar crianças e adolescentes envolvidos.
O resultado da força-tarefa mostra ainda a complexidade dos registros de desaparecimento de menores nos Estados Unidos. Um caso pode começar por uma questão familiar, enquanto outro pode envolver circunstâncias completamente diferentes e exigir uma investigação criminal.
Por isso, as autoridades afirmam que cada ocorrência precisa ser examinada individualmente antes que responsabilidades ou possíveis conexões entre casos sejam estabelecidas.





