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Brasileiro preso após morte de mulher em Framingham teria confessado estrangulamento em ligação para o 911

Novos detalhes apresentados pela Promotoria de Middlesex revelam como teria ocorrido a morte de Brianna Connolly, de 33 anos , encontrada sem vida dentro de uma residência na Waverly Street, em Framingham,…

Publicado em 09/04/26
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Brasileiro preso após morte de mulher em Framingham teria confessado estrangulamento em ligação para o 911

Novos detalhes apresentados pela Promotoria de Middlesex revelam como teria ocorrido a morte de Brianna Connolly, de 33 anos, encontrada sem vida dentro de uma residência na Waverly Street, em Framingham, Massachusetts. O brasileiro Flavio Alcantra Dias, de 43 anos, permanece preso sem direito à fiança enquanto aguarda uma audiência para determinar se continuará detido por representar risco à comunidade.

Dias compareceu ao Tribunal Distrital de Framingham na sexta-feira, 28 de agosto, e declarou-se inocente das acusações apresentadas inicialmente contra ele: agressão física causando lesão corporal grave e posse de munição sem o cartão de identificação de armas exigido em Massachusetts, conhecido como FID Card.

Até esta segunda-feira, 31, não havia confirmação pública de que ele tivesse sido formalmente acusado de homicídio. No entanto, durante a audiência, o promotor assistente do Condado de Middlesex, Thomas Brandt, afirmou que espera que as acusações sejam elevadas depois que o resultado da autópsia estabelecer oficialmente a causa e a forma da morte de Brianna.

Segundo a versão apresentada pela Promotoria no tribunal, foi o próprio Dias quem telefonou para o serviço de emergência por volta das 12h20 da quinta-feira, 27 de agosto.

Na ligação, feita em português, Dias teria pedido a presença da polícia e informado que um homicídio acabara de acontecer.

De acordo com os promotores, ele teria dito inicialmente que havia matado uma mulher “por engano”. Durante a conversa com o atendente, teria afirmado que “enlouqueceu” e sufocou Brianna. Posteriormente, segundo a acusação, Dias teria declarado que a estrangulou.

As declarações fazem parte da narrativa apresentada pela Promotoria na audiência e ainda precisarão ser analisadas durante o processo judicial.

Policiais foram enviados para o imóvel localizado no 870 da Waverly Street, onde, segundo o relato apresentado em tribunal, Dias aguardava os agentes do lado de fora.

Ele teria conduzido os policiais para dentro da residência e indicado o quarto onde Brianna estava.

A vítima foi encontrada morta sobre uma cama. Segundo a Promotoria, havia sinais de ferimentos na região da cabeça e um cordão ou pedaço de tecido estava enrolado em seu pescoço.

Promotoria relata discussão após recusa de relação sexual

Outro detalhe revelado durante a audiência foi o que, segundo os investigadores, teria acontecido antes da morte.

Dias teria contado às autoridades que ele e Brianna estavam usando drogas dentro da residência.

Segundo o promotor Thomas Brandt, uma discussão começou depois que Dias quis manter relações sexuais com Brianna e ela recusou. A situação teria evoluído para uma luta corporal.

Foi nesse momento, conforme a versão atribuída ao próprio acusado e apresentada pela Promotoria, que Brianna teria sido sufocada ou estrangulada.

A acusação afirma ainda que Dias teria contado que, depois da agressão, dormiu. Ao acordar, percebeu que Brianna não estava respirando e então decidiu chamar a polícia.

Polícia teria ouvido segunda declaração

Os promotores também apresentaram outro elemento que pode ter importância para o processo.

Depois de ser preso, Dias teria realizado uma ligação telefônica em português. Policiais presentes afirmam ter ouvido o brasileiro descrevendo para a pessoa do outro lado da linha que havia estrangulado Brianna.

O conteúdo das ligações, as circunstâncias em que foram feitas e sua eventual utilização como prova deverão ser avaliados durante a tramitação do caso.

Familiares de Brianna acompanharam a audiência. Segundo veículos locais, os detalhes apresentados pela Promotoria provocaram forte reação emocional entre parentes da vítima, e uma pessoa chegou a ser retirada da sala após uma manifestação durante a sessão.

Prisão sem fiança

A Promotoria pediu que Dias permanecesse preso enquanto aguarda uma audiência de periculosidade.

O advogado de defesa Lorenzo Perez não contestou naquele momento o pedido para que o cliente continuasse detido. O juiz David Cunis determinou a manutenção da prisão sem fiança.

Fontes locais, incluindo o MetroWest Daily News e veículos de televisão de Massachusetts, indicam que a audiência de periculosidade está marcada para 4 de setembro.

Nesta audiência, o tribunal deverá analisar se existem condições que permitiriam a libertação de Dias com medidas de segurança ou se ele deverá permanecer preso durante o andamento do processo.

Promotoria pode aumentar acusações

Apesar da natureza da investigação e das declarações apresentadas em tribunal, há uma diferença jurídica importante entre estar preso em conexão com uma morte e ser formalmente acusado de homicídio.

Até as informações disponíveis nesta segunda-feira, Dias respondia formalmente por agressão física causando lesão corporal grave e posse ilegal de munição.

A própria Promotoria, entretanto, deixou claro que essa situação pode mudar.

O promotor Thomas Brandt afirmou durante a audiência que espera uma elevação das acusações assim que a autópsia estabelecer oficialmente a causa e a forma da morte de Brianna Connolly.

Por esse motivo, referências de alguns veículos brasileiros afirmando que Dias já está formalmente “acusado de homicídio” precisam ser tratadas com cautela. Os registros das principais fontes locais consultadas ainda apontam a acusação de agressão causando lesão corporal grave.

Brasileiro teria sido comerciante em Minas Gerais

Informações publicadas nesta segunda-feira por um veículo brasileiro apontam ainda que Flavio Alcantara Dias teria vivido em Tarumirim, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, antes de se estabelecer nos Estados Unidos.

Segundo a publicação, registros empresariais brasileiros indicam uma empresa individual vinculada ao nome de Flavio Alcantara Dias, aberta em julho de 2016 e dedicada ao comércio varejista de carnes. O cadastro aparece atualmente como inapto.

Esse histórico, entretanto, não foi divulgado pelas autoridades de Massachusetts e não possui relação conhecida com o processo criminal nos Estados Unidos.

A investigação sobre a morte de Brianna Connolly continua sendo conduzida pela Promotoria do Condado de Middlesex, por investigadores da Polícia Estadual de Massachusetts designados para o escritório da Promotoria e pelo Departamento de Polícia de Framingham.

Dias é considerado inocente perante a lei até que haja eventual condenação judicial.

Fonte: Da redação

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