O brasileiro Marcos Danilo Assunção Oliveira, de 68 anos, foi preso sob a acusação de retirar objetos de malas de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida. Segundo as autoridades, as supostas ações foram registradas por câmeras de segurança na área de retirada de bagagens da American Airlines.
De acordo com o relatório de prisão da Polícia de Miami-Dade, Marcos teria permanecido próximo às esteiras e retirado diferentes malas em um curto intervalo. Os investigadores afirmam que ele pegava uma bagagem por vez, abria o volume, selecionava alguns objetos e retornava ao local para repetir o procedimento com outras malas.
Após realizar a ação diversas vezes, o brasileiro teria deixado a área a pé, levando os objetos retirados das bagagens. Até o momento, três passageiros foram identificados como vítimas. O valor total dos bens supostamente furtados foi estimado em aproximadamente US$ 1.350.
As autoridades acreditam que outras pessoas também possam ter sido prejudicadas, mas ainda não foram identificadas. O relatório policial não especifica quais objetos teriam sido retirados das malas.
A investigação também apontou que Marcos não possuía nenhum voo ativo com a American Airlines durante os seis meses anteriores ao episódio. Ele foi preso no domingo, 23 de agosto, e indiciado por três acusações de furto qualificado em terceiro grau, classificação conhecida na Flórida como third-degree grand theft.
O documento das autoridades identifica Marcos como médico brasileiro, embora registre sua situação atual como pessoa sem residência fixa em Miami. Sites profissionais do Brasil apresentam uma pessoa com o mesmo nome como médico ginecologista em Minas Gerais, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente como referente ao homem preso.
Durante a audiência realizada na segunda-feira, 24 de agosto, foi divulgada inicialmente a fixação de fiança no valor de US$ 1.100. Outra reportagem, porém, informou que ele permanecia detido no Turner Guilford Knight Correctional Center sob fiança total de US$ 2.500.
O caso continua sob investigação. As acusações apresentadas pelas autoridades ainda precisam ser analisadas judicialmente, e o brasileiro é considerado inocente até que haja eventual condenação.





