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Coluna Jhenny Pacheco - EDUCAR É PROTEGER: O que você sente quando seu filho chora?

Pense nisso por um momento… Não o que você faz , mas sim o que você sente . Tem gente que sente angústia. Tem gente que sente irritação. Tem gente que sente um cansaço que não sabe bem de onde vem. E tem gente que sente…

Publicado em 09/15/26
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Coluna Jhenny Pacheco - EDUCAR É PROTEGER: O que você sente quando seu filho chora?

Pense nisso por um momento…

Não o que você faz, mas sim o que você sente.

Tem gente que sente angústia. Tem gente que sente irritação. Tem gente que sente um cansaço que não sabe bem de onde vem. E tem gente que sente as três coisas ao mesmo tempo, e ainda assim corre para resolver, porque é mais fácil agir do que perceber.

O choro de uma criança não é neutro para nenhum adulto. Ele ativa algo. E o que ele ativa em você tem muito menos a ver com o seu filho do que parece.

Quando o choro incomoda demais, quando a emoção do outro gera urgência em fazer parar, geralmente é porque algum lugar dentro de você também aprendeu que chorar era demais, que não se podia sentir ou expressar aquilo pois incomodava o outro. Que era melhor engolir.

Isso tem um nome: gatilho emocional. É quando a emoção do outro acende uma memória que não foi totalmente processada na sua.

Não é fraqueza. É biologia. É história. É o que acontece quando crescemos em ambientes onde certas emoções não tinham espaço.

O problema não é ter gatilhos, todo adulto tem. O problema é quando eles comandam a resposta que damos aos nossos filhos, sem que percebamos.

Porque a criança que aprende que o choro incomoda, aprende a não chorar. E a criança que aprende a não chorar, aprende a não sentir. E a criança que aprende a não sentir… um dia vira o adulto que dá conta de tudo e não sabe o que está sentindo!

Reconhecer o próprio gatilho não é se culpar. É o primeiro gesto de cuidado, com você e com quem você educa.

Proteger uma criança começa na forma como você educa.

Fonte: Da redação

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