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Pastor é acusado de assediar e publicar fotos da esposa nua na internet antes de ela cometer suicídio

Quase dois anos após a suposta morte por suicídio de sua esposa, Mica Miller, o pastor John Paul Miller, da Carolina do Sul, foi formalmente acusado de vários crimes. Após a morte da esposa, Miller passou a ser alvo de…

Publicado em 09/15/26
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Pastor é acusado de assediar e publicar fotos da esposa nua na internet antes de ela cometer suicídio

Quase dois anos após a suposta morte por suicídio de sua esposa, Mica Miller, o pastor John Paul Miller, da Carolina do Sul, foi formalmente acusado de vários crimes. Após a morte da esposa, Miller passou a ser alvo de investigação. Pessoas próximas a ela — cuja causa da morte foi apontada como um disparo de arma de fogo na cabeça autoinfligido — acreditam que o marido teve um papel maior na morte dela do que o que tem sido divulgado. John Paul Miller apressou-se em afirmar que a morte dela fora suicídio, mesmo antes de a causa oficial ser divulgada. Agora, as suspeitas ganham força, pois ele teria assediado a esposa por pelo menos um ano antes de ela morrer. Em um comunicado à imprensa divulgado em 18 de dezembro de 2025, a Procuradoria dos EUA para o Distrito da Carolina do Sul anunciou que um grande júri federal indiciou John Paul Miller por duas acusações criminais.

A partir de novembro de 2022, o pastor de 46 anos enviou "comunicações indesejadas e de caráter persecutório" à esposa, Mica Miller  (de quem estava separado), até a morte dela, em 27 de abril de 2024, segundo o comunicado. O assédio incluiu a publicação de uma foto dela nua na internet sem consentimento, a instalação de dispositivos de rastreamento no carro dela e o contato com ela 50 vezes em um único dia. Quando investigadores federais questionaram o pastor sobre a acusação, ele mentiu. John Paul Miller afirmou não ter danificado os pneus do carro dela, mas descobriu-se que ele havia comprado um dispositivo para esvaziar pneus pela internet. Ele também teria entrado em contato com outras pessoas a respeito do veículo dela.
John Paul Miller pode enfrentar cinco anos de prisão por perseguição cibernética (*cyberstalking*) e dois anos por prestar declarações falsas. Além disso, está sujeito a uma multa de até 250 mil dólares. A audiência de leitura das acusações está marcada para 12 de janeiro de 2026. O casal estava em processo de divórcio na época da morte dela, informou a ABC 30.

Antes de morrer, Mica Miller disse à polícia que "temia por sua vida", relatou a WPDE. Ela afirmou acreditar que estava sendo seguida e informou à polícia que um mecânico havia encontrado um dispositivo de rastreamento instalado em seu carro. 

Essa situação precisa, no mínimo, ser investigada a fundo. "É preciso haver alguma responsabilização aqui", disse seu amigo Kenn Young à WPDE dias após a morte dela. "Porque, sim, uma vida foi tragicamente perdida, e a questão não se resume apenas a problemas de saúde mental."
Pessoas próximas a ela iniciaram um abaixo-assinado após ela supostamente tirar a própria vida, exigindo que as autoridades policiais levassem mais a sério as denúncias de assédio. Até o momento, mais de 40 mil pessoas assinaram a petição. O documento relata que Mica Miller "perdeu a vida porque ninguém a ajudou a escapar do assédio e da perseguição obsessiva — entre outras coisas — por parte de seu futuro ex-marido, de quem ela tentava desesperadamente se afastar".
"Ela fez inúmeras denúncias, nenhuma ordem de restrição foi emitida e ela não recebeu ajuda, nem mesmo das autoridades policiais", acrescenta o texto.

Fonte: Coluna Lucy Rodrigues

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