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ICE tentou deportar 282 veteranos e familiares de militares dos EUA, apontam dados do DHS

Dados do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) revelam que 282 veteranos das Forças Armadas e familiares de veteranos foram alvo de tentativas de deportação durante o primeiro ano do segundo governo…

Publicado em 09/01/26
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ICE tentou deportar 282 veteranos e familiares de militares dos EUA, apontam dados do DHS

Dados do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) revelam que 282 veteranos das Forças Armadas e familiares de veteranos foram alvo de tentativas de deportação durante o primeiro ano do segundo governo do presidente Donald Trump. As informações foram divulgadas por parlamentares que vêm cobrando explicações sobre o impacto da política migratória sobre pessoas ligadas às Forças Armadas americanas.

Os números abrangem aproximadamente o período entre 20 de janeiro de 2025 e 26 de janeiro de 2026 e foram obtidos após questionamentos feitos ao governo federal. Os dados ganharam nova repercussão diante das críticas de parlamentares às mudanças adotadas na política de fiscalização migratória.

É importante destacar que o número de 282 não significa que todos tenham sido efetivamente deportados. O levantamento refere-se a veteranos e familiares que enfrentaram ações ou procedimentos destinados à remoção dos Estados Unidos.

Segundo as informações divulgadas pelo gabinete da senadora Elizabeth Warren, o ICE também prendeu 125 veteranos militares durante o período analisado. Quase dois terços deles, segundo os parlamentares, não tinham mandado criminal ativo no momento em que foram detidos. Pelo menos 34 veteranos foram colocados formalmente em processos de remoção.

Os dados também mostram consequências para familiares de pessoas que serviram ao país. Mais de 100 familiares imediatos de veteranos teriam sido encaminhados pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) para processos de deportação após a negativa de solicitações relacionadas ao programa Military Parole in Place.

O programa permite que determinados familiares de militares da ativa, reservistas e veteranos permaneçam temporariamente nos Estados Unidos e, em algumas situações, avancem em processos para regularizar sua condição migratória sem precisar deixar o país.

Mudança na política do ICE

Outro ponto que provoca críticas ocorreu em abril de 2025, quando o ICE retirou uma orientação anterior que determinava que o serviço nas Forças Armadas fosse considerado um fator relevante de mitigação antes da adoção de determinadas medidas de fiscalização migratória.

Para os parlamentares que questionam a atual política, a mudança reduziu proteções que historicamente levavam em consideração o serviço militar do imigrante e os impactos que uma prisão ou deportação poderia provocar sobre famílias ligadas às Forças Armadas.

O tema voltou ao centro do debate em agosto de 2026, quando Warren e outros integrantes do Congresso pressionaram novamente o governo Trump e acusaram a administração de adotar políticas que podem separar famílias de militares e veteranos.

A situação também chama atenção para uma realidade pouco conhecida fora da comunidade militar: nem todas as pessoas que servem às Forças Armadas dos Estados Unidos são cidadãs americanas. Residentes permanentes legais podem ingressar em determinadas áreas das Forças Armadas e posteriormente buscar a naturalização. Por isso, alguns veteranos continuam sujeitos às leis migratórias mesmo depois de terem servido ao país.

A administração Trump sustenta que suas ações de fiscalização buscam cumprir as leis migratórias e remover estrangeiros que não possuem autorização legal para permanecer nos Estados Unidos. Críticos, entretanto, questionam se o histórico de serviço militar e os vínculos de familiares com as Forças Armadas deveriam receber maior consideração antes de prisões e processos de deportação.

Os números agora divulgados colocam uma questão particularmente sensível no debate migratório americano: até que ponto o serviço prestado às Forças Armadas deve pesar quando o governo decide prender ou tentar deportar um veterano ou alguém de sua família.

Fonte: Da redação

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