A Meta chegou a um acordo bilionário com autoridades estaduais dos Estados Unidos em um processo que colocou no centro do debate a maneira como crianças e adolescentes utilizam redes sociais. A companhia poderá desembolsar até US$ 16,6 bilhões, valor próximo de US$ 17 bilhões, além de implementar novas medidas direcionadas aos usuários mais jovens.
A ação foi apresentada por procuradores-gerais que responsabilizavam a empresa por recursos presentes em suas plataformas que, segundo as acusações, teriam sido desenvolvidos para manter menores conectados por períodos cada vez maiores. Os estados também relacionaram essas práticas a possíveis efeitos negativos sobre a saúde mental dos jovens.
Com o entendimento, a longa disputa deixa de avançar nos tribunais. Uma das principais consequências para os usuários será a implementação de mecanismos que controlem o tempo que adolescentes passam nas plataformas, incluindo limites diários de utilização.
A negociação também interrompe um julgamento que já estava em andamento na Califórnia. Nesse caso, quatro estados buscavam indenizações que poderiam atingir US$ 1,4 trilhão. O processo havia chegado à fase de depoimentos de importantes executivos da companhia. Adam Mosseri, responsável pelo Instagram, já participava das audiências, enquanto Mark Zuckerberg estava entre os executivos que deveriam ser ouvidos.
Embora tenha concordado com o pagamento e com alterações em seus serviços, a Meta não assumiu responsabilidade pelas acusações. A empresa sustenta que as alegações apresentadas contra suas plataformas não procedem.
Em posicionamento público, a companhia afirmou que a proteção dos adolescentes permanece entre suas prioridades e que o entendimento com os procuradores-gerais busca estabelecer novas referências de segurança para jovens e responsáveis.
O acordo aumenta a pressão sobre o setor de tecnologia nos Estados Unidos e pode influenciar a maneira como grandes plataformas desenvolvem ferramentas destinadas a menores de idade.





